quinta-feira, 13 de maio de 2010

A comunicação íntegra como fator chave da confiança.

A relação de confiança que construímos com alguém, pode ser entendida metaforicamente como um grande balde enchido com água a conta-gotas. Cada gota adicionada ou derramada está relacionada a comportamentos que fortalecem ou enfraquecem esta relação. Em situações extremas de desconfiança, é como se alguém “chutasse o balde”! Por causa de uma única ação destrutiva, pode-se simplesmente nada mais ter dentro dele. E o pior, em alguns casos pode-se perder por completo a possibilidade de se encher novamente.

No trabalho que desenvolvo como Coach e facilitador de capacitações de liderança, tenho observado que problemas de comunicação são os principais obstáculos nas organizações e nos relacionamentos em geral, no que tange o fator confiança. Quando os colaboradores ouvem mentiras de seus líderes, tendem a tornar-se céticos e cínicos, algo muito parecido com a reação às declarações de políticos corruptos. Da mesma forma a mentira por parte do colaborador afeta diretamente no “balde de água” da relação com seu líder, que passa a não confiar em seu comportamento. As duas situações geram maior custo e tempo perdido à empresa.

Um estudo da Mercer Management Consulting de 2005 com mais de 800 empresas nos EUA relata que apenas 40% dos colaboradores acreditam que seus líderes se comunicam honestamente, ou seja, seis em cada dez liderados não acreditam que seus líderes dizem as coisas com franqueza.

Falar francamente é a honestidade em ação e é um dos princípios da integridade. O seu oposto é mentir ou enganar. Mas não basta apenas ser franco, pois é possível se dizer a verdade, mas deixar a impressão errada. Deixar a impressão correta significa comunicar-se tão claramente, que não haja mal-entendido. Quando a franqueza é levada longe demais, existe o risco da comunicação tornar-se brutal e cruel. Uma “conversa franca” pode facilmente tornar-se “franqueza extrema”, e aí você já sabe o que ocorre com o “balde de água”!

É evidente que uma comunicação franca e honesta estabelece uma ótima relação de confiança, mas na maioria das situações é preciso temperá-la com a habilidade, o tato e o bom senso, ou seja, franqueza e respeito devem andar juntos. A isto podemos chamar de comunicação íntegra!

terça-feira, 4 de maio de 2010

O sucesso consiste em não fazer inimigos, por Max Geringer


Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras.
Regra número 1: colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1997 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2007.
Regra número 2: A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo.Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3: Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.
Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. mas não é. A “Lei da Perversidade Profissional” diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais poderá ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que tem boa memória.
Fonte: Artigo de Max Geringer.

sábado, 1 de maio de 2010

Estrelas fiéis


Preocupadas em reter talentos, empresas investem na satisfação de seus melhores profissionais

Não é de hoje que se ouve falar nas pessoas como o “patrimônio mais importante das organizações”. Entretanto, manter essa riqueza está cada vez mais difícil. Colaboradores não buscam apenas em bons salários, querem encontrar desafio e prazer em suas atividades. Depois de contratar, treinar e desenvolver um profissional diferenciado, deixá-lo partir é erro estratégico. Preocupadas em não perder talentos para a concorrência, as corporações investem cada vez mais na satisfação das suas estrelas.

Conforme explica Cristiano Lacerda, sócio-diretor da Torres Associados, consultoria de benefícios e gestão empresarial, tratar bem o funcionário é estabelecer regras claras e factíveis, dar os instrumentos para que ele as atinja, oferecer capacitação para poder cobrar esse resultado e reconhecê-lo quando os objetivos são atingidos.

– Mas não basta ter uma boa política sem um ambiente que fomente isso. Os gestores podem ser os principais desencadeadores de estresse dentro da organização. Cada vez mais as empresas vão ter de olhar para as equipes, pensando no conhecimento de cada um – diz Lacerda.

Há uma grande diferença entre “reter” e “deter” talentos. Para integrar a pessoa à organização, é preciso um investimento mais voltado para o ser humano e menos focado no capital.

– Alguém que não esteja inteiro, que não esteja feliz com o que está fazendo, não vai garantir um resultado favorável. Do ponto de vista organizacional, quando você tem um conjunto de pessoas remando para o mesmo lugar, ganha-se uma força muito maior. No âmbito individual, há muita diferença quando você faz algo que você acredita – resume Marcelo Madarasz, gerente de desenvolvimento de liderança da Natura.

Por outro lado, a empresa não pode se restringir a talentos isolados, é preciso que os funcionários que se destacam transfiram essa satisfação aos colegas. Alfredo Assumpção, CEO e sócio-fundador da empresa de recrutamento de executivos Fesa Global Executive Search Transforming Leadership, dá como exemplo a equipe de vôlei treinada por Bernardinho nas últimas Olimpíadas:

– Ele precisou abrir mão de um dos seus principais jogadores, botou outro no lugar e o time continuou ganhando. Isso aconteceu porque a equipe foi bem liderada.

Fonte: Zero Hora - Caderno de Empregos e Oportunidades - 2 de Maio de 2010 - Reportagem de Maria Amélia Vargas.

Praticando a atenção



É sabido sobre a importância de se dar e receber feedback e o seu impacto direto sobre o autoconhecimento e no relacionamento interpessoal. Porém, muitas vezes temos sérias dificuldades de OUVIR e manter a atenção quando alguém é que está falando algo para nós. Abaixo disponibilizo uma lista de exercícios que expõe quão facilmente podemos ser distraídos quando não estamos falando. Quem sabe possa ajudar a desenvolver os nossos músculos da concentração - a nossa capacidade de manter o foco e a ESCUTA. Bem, estas são táticas simples, mas desafiadoras:
  •          Não interrompa; morda sua língua se for preciso!!!
  •          Não lance suas próprias reações ou opiniões até a pessoa terminar de falar.
  •          Não finalize a frase do outro.
  •          Não se distraia. Não deixe seus olhos ou a atenção vagar.
  •          Faça perguntas inteligentes.
  •          Elimine a tentativa de impressionar a outra pessoa com quanto você é inteligente ou engraçado.
  •          Seu ÚNICO objetivo é fazê-lo sentir-se como um milhão de dólares.
  •          Sempre que possível, para garantir o seu entendimento sobre o que foi dito, inicie com: "Parece que....” “Então, o que você está dizendo é ... ".
  •          Preste atenção em sua linguagem não verbal: postura aberta e relaxada, não cruzar os braços, manter contato no olhar.
Não esqueça, comportamentos não-verbais têm um tremendo impacto sobre a eficácia da comunicação. Estudos mostram que a mensagem mantida após uma troca interpessoal decorre de 55% em relação ao comportamento não-verbal, 35% sobre o tom da voz, e apenas 7% das palavras.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Qual a importância da declaração de valores para o líder?

Os valores são os princípios que guiam as decisões e balizam o nosso comportamento. São tão importantes que permeiam todo estado emocional e a própria capacidade de motivação. Quando realizamos algo que se alinha com nossos valores, nos sentimos confiantes, realizados e plenos.

Quando declaramos nossos valores, mesmo que para nós mesmos, passamos a ter mais clareza e convicção em nossas atitudes. Por conseqüência, aumenta o nosso senso de identidade, gerando influencia e inspiração em nossa equipe, além aumentar a relação de confiança. Aliás, o primeiro passo para se desenvolver relacionamentos de confiança, é a necessidade de trabalharmos a nossa autoconfiança, e nada mais coerente do que começarmos pelos nossos valores que servirão de apoio e farol neste caminho.

Se você ainda não declarou os seus, as perguntas abaixo poderão ajudá-lo a refletir:
- O que é importante para mim?
- O que eu valorizo?
- O que eu não abro mão?

E você? Conhece os seus valores? Se já, não seria uma boa hora para revisá-los?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Escalando montanhas!

Ao longo de um dia, de um ano ou de uma vida inteira, podemos nos sentir exaustos no bom sentido ou no mau sentido. Exaurir-se no bom sentido significa usar nossos melhores esforços para a realização de uma causa que nos arrebata e engrandeça. Exaurir-se no mau sentido é gastar nossa preciosa força vital sendo espancado pelas adversidades, sofrendo perdas reais e obtendo pouco ou nenhum resultado.

O grande problema é que não podemos impedir a maioria destas adversidades e negar a existência delas nos faz perder muito mais energia do que enfrentá-las.  É como caminhar exaustivamente ao redor da base de uma montanha sem nunca se decidir subir. Para subir esta montanha, precisamos revisar a mochila que estamos levando – a nossa bagagem. Das coisas que possuímos e fazemos, quantas são realmente importantes para esta “escalada”? Quantas representam simplesmente um consumo de recursos? Em última análise, até que ponto as coisas que colocamos na mochila de nossas vidas – os objetos que acumulamos, as decisões que tomamos, o trabalho que executamos, o modo como investimos o tempo e dinheiro, a forma como tratamos de nossa própria saúde – estão pesando nas costas ou sendo inúteis? A maior parte das pessoas está consideravelmente sobrecarregada pelo peso das coisas erradas e conseqüentemente não conseguem mover-se.

É preciso buscar hoje emoções positivas, como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, que fortaleçam nossos recursos intelectuais, físicos e sociais, para que possamos fazer uso quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresenta em nosso caminho. O cultivo destas emoções promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, tornando-nos pessoas abertas a novas idéias e experiências. Enfrente seus desafios! Engaje-se em um “projeto de felicidade” que esteja adequado aos seus limites e recursos e, para isso, o autoconhecimento é apenas o princípio. 

terça-feira, 30 de março de 2010

Especialistas destacam os sete talentos do profissional do futuro

As necessidades do mercado de trabalho estão em constante mudança, numa rapidez cada vez maior. Consequentemente, o mesmo acontece com o perfil do profissional que as empresas estão buscando. Habilidades que eram pouco requisitadas no passado agora são consideradas essenciais e valorizadas pelos empregadores. Saber se comunicar em múltiplos ambientes, ter fluência em outros idiomas e domínio das ferramentas tecnológicas necessárias para fazer uso das redes sociais são alguns requisitos essenciais hoje em dia.

Mas não para por aí. Segundo Edson Rodriguez, vice-presidente da Thomas Brasil e consultor em gestão de pessoas e orientação profissional, existem sete grandes talentos que o profissional do futuro deve atender: autogerenciamento, comunicação múltipla, capacidade de negociação, adaptabilidade, educação contínua, domínio da tecnologia e foco nos resultados.

- O principal foco hoje é o autogereciamento. As empresas querem profissionais pró-ativos, com iniciativa, que se gerenciem. Ou seja, que sejam menos dependentes e mais autônomos - completa Ana Carolina Maffra, da empresa de gestão de RH Equipe Certa.

Rodriguez, por sua vez, ressalta que, num mercado que se transforma o tempo todo, as capacidades de adaptação e, principalmente, de antecipação, serão muito utilizadas. E quem for capaz de desenvolver tais habilidades está no caminho certo para se tornar um futuro líder.

No entanto, afirma ele, não há uma receita mágica para atender às novas exigências do mercado:

- As pessoas não devem estar focadas em priorizar um ou mais desses talentos, mas sim estar atentas ao que fazer com suas competências e como utilizá-las para crescer profissionalmente. Se o profissional for capaz de responder a desafios e a outras exigências de modo rápido e inovador, terá mais chances de deslanchar no mercado.

Ana Carolina destaca ainda que as empresas têm valorizado mais as competências comportamentais do que as técnicas, pois já está comprovado que aprimorar o conhecimento técnico dos profissionais é mais fácil e mais barato do que modificar suas atitudes. Dentre essas competências, ela destaca a automotivação, pois permite que os profissionais tenham maior capacidade de realização, de gerar resultados, seja em que área for:

- Um profissional que tenha naturalmente vontade de fazer, de aprender, de trocar, de interagir, que não precisa ser "empurrado", é altamente demandado pelo mercado. Todo gestor quer alguém assim em sua equipe.

Mas de nada adianta seguir métodos, regras ou parâmetros para ter sucesso se o profissional não estiver satisfeito com o que faz. De acordo com o consultor, quanto mais feliz o indivíduo está com o trabalho que executa, mais chances de excelentes resultados ele tem. A regra, lembra Rodriguez, vale para todos os trabalhadores, independentemente de cargo, salário ou idade:

- Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho. Se estamos felizes com o que fazemos, isso se reflete inclusive na nossa qualidade de vida.
 
Os sete talentos do profissional do futuro
 
- Autogerenciamento - É a capacidade que o indivíduo tem de se motivar, disciplinar, cobrar e de avaliar os resultados obtidos. O profissional que tem esta habilidade é capaz de realizar projetos, desempenhar tarefas, buscar soluções e identificar formas de implementar as soluções.

- Comunicação múltipla - É a habilidade de se comunicar de modo realmente eficaz em diversas situações e inclusive em outros idiomas, principalmente o inglês. Essa deve ser a prioridade na área de línguas estrangeiras, salvo em casos específicos. Antes de sair para uma terceira língua, é preciso certificar-se de que o inglês está realmente bom. O profissional deve ser capaz de explorar, conhecer a fundo e manter-se atualizado com relação a blogs, twitter, internet, intranet, processos e sistemas de informação e transmissão de dados.

- Capacidade de negociação - O profissional deve dedicar especial atenção às suas habilidades no quesito capacidade de negociação. Deve procurar apresentar ideias de modo claro e convincente e argumentar de forma positiva, franca e objetivamente. É importante também saber ouvir com atenção as objeções e sugestões para construir formas convincentes de superá-las.

- Adaptabilidade - O profissional do futuro não deve apenas assumir uma posição de aceitar as mudanças, mas sim procurar prevê-las e antecipar-se a elas. A capacidade de facilitar o processo de mudanças, quaisquer que sejam elas, para as pessoas à sua volta também é uma característica importante e uma habilidade a ser cultivada.

- Educação contínua - A vida é um aprendizado constante e no mundo moderno isso se torna cada vez mais importante. Novas descobertas e processos mais eficazes surgem a cada momento, principalmente na área tecnológica. Por isso, o processo de treinamento e desenvolvimento de um profissional de sucesso ocorre por toda a sua vida. Ele tem que estar constantemente se atualizando, buscando novos conhecimentos e novas abordagens.

- Domínio da tecnologia - Este quesito faz diferença. É imprescindível buscar, usar e fomentar o uso de tecnologia de ponta. O profissional também deve ficar atento a mudanças na área e manter-se atualizado sobre os lançamentos.

- Foco nos resultados - As pessoas são avaliadas por suas ações e pelos resultados obtidos. Por isso, é importante refletir sobre qual é o resultado que se busca e procurar identificar o que agrega valor em termos de custos/esforços para centrar-se nisso.
 
Fonte: O Globo - 27/03/2010

Relacionamento Interpessoal!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Funcionários não estão totalmente comprometidos

Um estudo promovido pela Right Management mostrou que 50% dos trabalhadores de empresas com até 50 funcionários se consideram completamente descomprometidos com suas funções e empresas.

Nestas mesmas instituições, 34% dos entrevistados se declararam completamente compromissados com seu trabalho. A pesquisa avaliou cerca de 30 mil funcionários em 15 países.

O estudo mostrou também casos de empenho parcial dos funcionários com suas funções. Neste sentido, a pesquisa apontou dois grupos. O primeiro, onde 9% dos entrevistados se encaixam, foi chamado de “benchwarmers”. São pessoas comprometidas com a empresa, mas não com seu trabalho.

O segundo grupo identificado, no qual 7% das pessoas se encaixaram, foi batizado de “free agents” e mostra a situação contrária: pessoas compromissadas com seus trabalhos, mas não com a empresa. Na prática, isto quer dizer que este profissional gosta de contribuir de forma significativa, mas pode deixar a empresa a qualquer momento.

De acordo com a pesquisa, o líder tem um papel muito grande no comprometimento de cada funcionário. Assim, a consultoria listou em ordem de importância as características de liderança que mais estimulam o comprometimento dos funcionários. Confira o que os funcionários querem de seus líderes:

1) Que seu trabalho seja reconhecido e suas ações valorizadas;

2) Trabalhar em organizações bem-sucedidas;

3) Trabalhar para líderes com capacidade para implementar estratégias e obter sucesso;

4) Que a estratégia da empresa seja comunicada de forma eficaz, permitindo que eles possam exercer uma função significativa ao executar a estratégia e ajudar no sucesso da organização.

Fonte: Época Negócios Online - 16/03/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

A polêmica jornada de 40 horas, por Ana Maria Rossi*

O estresse ocupacional é um assunto tão atual, que o tema foi projetado para as telas de cinema no filme Amor sem Escalas. O ator George Clooney vive um alto executivo especializado em demissões. A relação demissão e estresse não afeta apenas a realidade americana. Pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) revela que o medo de demissão foi identificado por 56% dos profissionais de São Paulo e Porto Alegre, só perdendo para o excesso de tarefas (62%).

Paralelamente a isso, o Brasil vive a polêmica da lei que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas. Em meio ao embate entre empresários e centrais sindicais sobre a redução da jornada, mais uma vez se nota a lacuna entre a legislação e a realidade do mercado. O número de horas trabalhadas vem aumentando vertiginosamente. Um dos grandes desafios atuais é reduzir o aumento contínuo nos níveis de estresse e administrar o número de horas trabalhadas, em média, 52 horas por semana, mas deve chegar a 54 horas nos próximos anos.

De acordo com pesquisas brasileiras, poucos profissionais estão trabalhando o número de horas estabelecidas, ainda que essas horas extras muitas vezes não apareçam, justamente pelo medo de demissão. A exigência de sobressair-se num mundo globalizado e instantâneo faz com que as empresas exijam mais e mais de seus funcionários. Embora algumas empresas estejam atentas a este fato e aos custos com saúde, estimado em 4,5% do PIB/ano, pouco se tem visto em termos de programas de gerenciamento do estresse.

Outra pesquisa da Isma-BR aponta que 70% da população economicamente ativa no país vive estressada, sendo que 30% dela sofre de burnout (exaustão física e mental que pode levar à depressão e até ao suicídio). O estudo também revela que o desempenho profissional chega a ser de cinco horas a menos em relação aos demais trabalhadores.

O excesso de tensão no trabalho passou a ser algo tão comum, que, mais que uma ameaça à qualidade de vida, ele se tornou uma ameaça à própria vida. Daí a importância de entender o estágio que ele pode atingir e desenvolver mecanismos de defesa que auxiliem na melhoria da qualidade de vida e garantam o bem-estar. Será que a exigência apenas do cumprimento da carga horária acordada e o oferecimento de programas que capacitem os funcionários a lidar com as inevitáveis pressões do mundo corporativo não iriam propiciar outros resultados?

Fonte: Jornal Zero Hora de 24/03/1010

*Presidente da Isma-BR e representante brasileira na Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA)

Superpoderes - Hora do Planeta 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Carreiras do futuro e tendências do empreendedorismo para 2020

Tendências que podem ser identificadas hoje moldarão o trabalho do futuro, criando oportunidades para diversas carreiras, com nomes que muitas vezes ainda nem existem.

Associado às mudanças no mercado de trabalho, outro fenômeno pode ser identificado: o crescimento do empreendedorismo. De acordo com o GlobalEIntrepreneurship Monitor, o Brasil apresenta um taxa média de atividade empreendedora de 12,8% da população economicamente ativa, uma das mais altas do mundo. Ainda que grande parte seja de empreendedorismo por necessidade, e não por oportunidade, a ação empreendedora é muito importante para a criação de riqueza, tanto a partir de novos negócios em empresas já estabelecidas e como também a partir da criação de novas empresas.

Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela FIA (Instituto de Administração) procurou responder quais serão as carreiras do futuro e onde estarão as oportunidades de negócios para no horizonte de tempo até2020.

Os resultados finais apontaram que a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente serão importantes impulsionadores na determinação das carreiras mais promissoras nos próximos anos. É vislumbrado um futuro no qual será possível interagir com profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chief Innovation Officer e Bioinformationists.

Veja quadro de carreiras:




Para 38% dos respondentes, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase em no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e no desenvolvimento de novos conhecimentos. Haverá maior consciência
quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções
em educação para outras faixas etárias.
Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida, demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade.
Clique aqui para ler a pesquisa completa.
Fonte: FIA


terça-feira, 23 de março de 2010

Gestor perde 60% da produtividade “apagando fogo”

Segundo levantamento, resolução de problema e atividades administrativas consomem grande parte do tempo dos líderes.
Mais da metade do tempo dos gestores, especificamente 59% das horas trabalhadas, acaba sendo utilizada para “apagar incêndios”. A informação é da consultoria empresarial ProGeps, que utilizou como base para o resultado seu universo de clientes.
De acordo com a empresa, essa demanda divide-se na resolução de problemas (29%) e em atividades administrativas (30%), como reuniões, despacho de papelada, checagem de e-mail e telefonemas.
Já atividades importantes no que diz respeito a estratégia, como treinamento e coaching de seus subordinados, ocupam somente 1% do horário de trabalho dos líderes. A gestão propriamente dita ocupa apenas 16% do tempo desses profissionais, índice que representa menos da metade do valor considerado adequado (35%), segundo especialistas da consultoria.
Como resultado disso, o levantamento aponta que a produtividade média alcançada pelas organizações é de 60%, ou seja, há um desperdício de cerca de 30% no potencial produtivo das empresas, considerando que entre 5% e 10% constituem perdas irrecuperáveis.
Falta de objetividade
“Quando chegamos a uma empresa, o que vemos é redundância, falta de objetividade entre departamentos, falta de visão e alinhamento. Trata-se de um conjunto de coisas que têm que trabalhar em harmonia”, explica o presidente da ProGeps, Elzo Guarnieri.
As organizações geralmente tendem a acreditar que a solução para o aumento da produtividade está em novos investimentos, principalmente em sistemas de gestão automatizados.
“É necessário trabalhar de baixo para cima, “mãos na massa”, entrar nos detalhes e, como isso sempre, de alguma maneira, se reflete nas pessoas, ter um programa dirigido para todo os universo coberto pelo trabalho de melhoria”, disse.
Fonte: FinancialWeb 17/03/2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Por que o tempo tem passado mais rápido? (Airton Luiz Mendonça)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a... ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E r En tEs !
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!!
Fonte: Artigo de Airton Luiz Mendonça (jornal O Estado de São Paulo)