segunda-feira, 19 de abril de 2010

Escalando montanhas!

Ao longo de um dia, de um ano ou de uma vida inteira, podemos nos sentir exaustos no bom sentido ou no mau sentido. Exaurir-se no bom sentido significa usar nossos melhores esforços para a realização de uma causa que nos arrebata e engrandeça. Exaurir-se no mau sentido é gastar nossa preciosa força vital sendo espancado pelas adversidades, sofrendo perdas reais e obtendo pouco ou nenhum resultado.

O grande problema é que não podemos impedir a maioria destas adversidades e negar a existência delas nos faz perder muito mais energia do que enfrentá-las.  É como caminhar exaustivamente ao redor da base de uma montanha sem nunca se decidir subir. Para subir esta montanha, precisamos revisar a mochila que estamos levando – a nossa bagagem. Das coisas que possuímos e fazemos, quantas são realmente importantes para esta “escalada”? Quantas representam simplesmente um consumo de recursos? Em última análise, até que ponto as coisas que colocamos na mochila de nossas vidas – os objetos que acumulamos, as decisões que tomamos, o trabalho que executamos, o modo como investimos o tempo e dinheiro, a forma como tratamos de nossa própria saúde – estão pesando nas costas ou sendo inúteis? A maior parte das pessoas está consideravelmente sobrecarregada pelo peso das coisas erradas e conseqüentemente não conseguem mover-se.

É preciso buscar hoje emoções positivas, como alegria, otimismo, esperança, dentre outras, que fortaleçam nossos recursos intelectuais, físicos e sociais, para que possamos fazer uso quando uma oportunidade ou uma ameaça se apresenta em nosso caminho. O cultivo destas emoções promove uma disposição mental expansiva, tolerante e criativa, tornando-nos pessoas abertas a novas idéias e experiências. Enfrente seus desafios! Engaje-se em um “projeto de felicidade” que esteja adequado aos seus limites e recursos e, para isso, o autoconhecimento é apenas o princípio. 

terça-feira, 13 de abril de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Especialistas destacam os sete talentos do profissional do futuro

As necessidades do mercado de trabalho estão em constante mudança, numa rapidez cada vez maior. Consequentemente, o mesmo acontece com o perfil do profissional que as empresas estão buscando. Habilidades que eram pouco requisitadas no passado agora são consideradas essenciais e valorizadas pelos empregadores. Saber se comunicar em múltiplos ambientes, ter fluência em outros idiomas e domínio das ferramentas tecnológicas necessárias para fazer uso das redes sociais são alguns requisitos essenciais hoje em dia.

Mas não para por aí. Segundo Edson Rodriguez, vice-presidente da Thomas Brasil e consultor em gestão de pessoas e orientação profissional, existem sete grandes talentos que o profissional do futuro deve atender: autogerenciamento, comunicação múltipla, capacidade de negociação, adaptabilidade, educação contínua, domínio da tecnologia e foco nos resultados.

- O principal foco hoje é o autogereciamento. As empresas querem profissionais pró-ativos, com iniciativa, que se gerenciem. Ou seja, que sejam menos dependentes e mais autônomos - completa Ana Carolina Maffra, da empresa de gestão de RH Equipe Certa.

Rodriguez, por sua vez, ressalta que, num mercado que se transforma o tempo todo, as capacidades de adaptação e, principalmente, de antecipação, serão muito utilizadas. E quem for capaz de desenvolver tais habilidades está no caminho certo para se tornar um futuro líder.

No entanto, afirma ele, não há uma receita mágica para atender às novas exigências do mercado:

- As pessoas não devem estar focadas em priorizar um ou mais desses talentos, mas sim estar atentas ao que fazer com suas competências e como utilizá-las para crescer profissionalmente. Se o profissional for capaz de responder a desafios e a outras exigências de modo rápido e inovador, terá mais chances de deslanchar no mercado.

Ana Carolina destaca ainda que as empresas têm valorizado mais as competências comportamentais do que as técnicas, pois já está comprovado que aprimorar o conhecimento técnico dos profissionais é mais fácil e mais barato do que modificar suas atitudes. Dentre essas competências, ela destaca a automotivação, pois permite que os profissionais tenham maior capacidade de realização, de gerar resultados, seja em que área for:

- Um profissional que tenha naturalmente vontade de fazer, de aprender, de trocar, de interagir, que não precisa ser "empurrado", é altamente demandado pelo mercado. Todo gestor quer alguém assim em sua equipe.

Mas de nada adianta seguir métodos, regras ou parâmetros para ter sucesso se o profissional não estiver satisfeito com o que faz. De acordo com o consultor, quanto mais feliz o indivíduo está com o trabalho que executa, mais chances de excelentes resultados ele tem. A regra, lembra Rodriguez, vale para todos os trabalhadores, independentemente de cargo, salário ou idade:

- Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho. Se estamos felizes com o que fazemos, isso se reflete inclusive na nossa qualidade de vida.
 
Os sete talentos do profissional do futuro
 
- Autogerenciamento - É a capacidade que o indivíduo tem de se motivar, disciplinar, cobrar e de avaliar os resultados obtidos. O profissional que tem esta habilidade é capaz de realizar projetos, desempenhar tarefas, buscar soluções e identificar formas de implementar as soluções.

- Comunicação múltipla - É a habilidade de se comunicar de modo realmente eficaz em diversas situações e inclusive em outros idiomas, principalmente o inglês. Essa deve ser a prioridade na área de línguas estrangeiras, salvo em casos específicos. Antes de sair para uma terceira língua, é preciso certificar-se de que o inglês está realmente bom. O profissional deve ser capaz de explorar, conhecer a fundo e manter-se atualizado com relação a blogs, twitter, internet, intranet, processos e sistemas de informação e transmissão de dados.

- Capacidade de negociação - O profissional deve dedicar especial atenção às suas habilidades no quesito capacidade de negociação. Deve procurar apresentar ideias de modo claro e convincente e argumentar de forma positiva, franca e objetivamente. É importante também saber ouvir com atenção as objeções e sugestões para construir formas convincentes de superá-las.

- Adaptabilidade - O profissional do futuro não deve apenas assumir uma posição de aceitar as mudanças, mas sim procurar prevê-las e antecipar-se a elas. A capacidade de facilitar o processo de mudanças, quaisquer que sejam elas, para as pessoas à sua volta também é uma característica importante e uma habilidade a ser cultivada.

- Educação contínua - A vida é um aprendizado constante e no mundo moderno isso se torna cada vez mais importante. Novas descobertas e processos mais eficazes surgem a cada momento, principalmente na área tecnológica. Por isso, o processo de treinamento e desenvolvimento de um profissional de sucesso ocorre por toda a sua vida. Ele tem que estar constantemente se atualizando, buscando novos conhecimentos e novas abordagens.

- Domínio da tecnologia - Este quesito faz diferença. É imprescindível buscar, usar e fomentar o uso de tecnologia de ponta. O profissional também deve ficar atento a mudanças na área e manter-se atualizado sobre os lançamentos.

- Foco nos resultados - As pessoas são avaliadas por suas ações e pelos resultados obtidos. Por isso, é importante refletir sobre qual é o resultado que se busca e procurar identificar o que agrega valor em termos de custos/esforços para centrar-se nisso.
 
Fonte: O Globo - 27/03/2010

Relacionamento Interpessoal!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Funcionários não estão totalmente comprometidos

Um estudo promovido pela Right Management mostrou que 50% dos trabalhadores de empresas com até 50 funcionários se consideram completamente descomprometidos com suas funções e empresas.

Nestas mesmas instituições, 34% dos entrevistados se declararam completamente compromissados com seu trabalho. A pesquisa avaliou cerca de 30 mil funcionários em 15 países.

O estudo mostrou também casos de empenho parcial dos funcionários com suas funções. Neste sentido, a pesquisa apontou dois grupos. O primeiro, onde 9% dos entrevistados se encaixam, foi chamado de “benchwarmers”. São pessoas comprometidas com a empresa, mas não com seu trabalho.

O segundo grupo identificado, no qual 7% das pessoas se encaixaram, foi batizado de “free agents” e mostra a situação contrária: pessoas compromissadas com seus trabalhos, mas não com a empresa. Na prática, isto quer dizer que este profissional gosta de contribuir de forma significativa, mas pode deixar a empresa a qualquer momento.

De acordo com a pesquisa, o líder tem um papel muito grande no comprometimento de cada funcionário. Assim, a consultoria listou em ordem de importância as características de liderança que mais estimulam o comprometimento dos funcionários. Confira o que os funcionários querem de seus líderes:

1) Que seu trabalho seja reconhecido e suas ações valorizadas;

2) Trabalhar em organizações bem-sucedidas;

3) Trabalhar para líderes com capacidade para implementar estratégias e obter sucesso;

4) Que a estratégia da empresa seja comunicada de forma eficaz, permitindo que eles possam exercer uma função significativa ao executar a estratégia e ajudar no sucesso da organização.

Fonte: Época Negócios Online - 16/03/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

A polêmica jornada de 40 horas, por Ana Maria Rossi*

O estresse ocupacional é um assunto tão atual, que o tema foi projetado para as telas de cinema no filme Amor sem Escalas. O ator George Clooney vive um alto executivo especializado em demissões. A relação demissão e estresse não afeta apenas a realidade americana. Pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) revela que o medo de demissão foi identificado por 56% dos profissionais de São Paulo e Porto Alegre, só perdendo para o excesso de tarefas (62%).

Paralelamente a isso, o Brasil vive a polêmica da lei que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas. Em meio ao embate entre empresários e centrais sindicais sobre a redução da jornada, mais uma vez se nota a lacuna entre a legislação e a realidade do mercado. O número de horas trabalhadas vem aumentando vertiginosamente. Um dos grandes desafios atuais é reduzir o aumento contínuo nos níveis de estresse e administrar o número de horas trabalhadas, em média, 52 horas por semana, mas deve chegar a 54 horas nos próximos anos.

De acordo com pesquisas brasileiras, poucos profissionais estão trabalhando o número de horas estabelecidas, ainda que essas horas extras muitas vezes não apareçam, justamente pelo medo de demissão. A exigência de sobressair-se num mundo globalizado e instantâneo faz com que as empresas exijam mais e mais de seus funcionários. Embora algumas empresas estejam atentas a este fato e aos custos com saúde, estimado em 4,5% do PIB/ano, pouco se tem visto em termos de programas de gerenciamento do estresse.

Outra pesquisa da Isma-BR aponta que 70% da população economicamente ativa no país vive estressada, sendo que 30% dela sofre de burnout (exaustão física e mental que pode levar à depressão e até ao suicídio). O estudo também revela que o desempenho profissional chega a ser de cinco horas a menos em relação aos demais trabalhadores.

O excesso de tensão no trabalho passou a ser algo tão comum, que, mais que uma ameaça à qualidade de vida, ele se tornou uma ameaça à própria vida. Daí a importância de entender o estágio que ele pode atingir e desenvolver mecanismos de defesa que auxiliem na melhoria da qualidade de vida e garantam o bem-estar. Será que a exigência apenas do cumprimento da carga horária acordada e o oferecimento de programas que capacitem os funcionários a lidar com as inevitáveis pressões do mundo corporativo não iriam propiciar outros resultados?

Fonte: Jornal Zero Hora de 24/03/1010

*Presidente da Isma-BR e representante brasileira na Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria (WPA)