quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mantendo o foco

Em fotografia, acertar o foco é primordial. Em algumas ocasiões é preciso ou interessante desfocar o assunto evidente para destacar o que há por trás dele. Esse desfocar é estar aberto a avaliar novas alternativas. Para saber quando agir assim é necessário ter em mente qual resultado deseja-se obter da foto. O mesmo ocorre na vida, onde manter o foco é fundamental.Para manter o foco é primordial que a pessoa saiba o que quer.Hoje em dia percebo que as pessoas estão fazendo o que é necessário, mas não necessariamente o que querem.Há pessoas que não param e pensam o que querem da sua vida pessoal, da profissional, da familiar, da espiritual, enfim, deixam ser levadas pela vida.

Encontre o equilíbrio entre razão e emoção
O principal motivo pela falta de foco se dá quando agimos muito mais pela razão do que pela emoção, e para que sejamos pessoas ajustadas e equilibradas devemos cultivar o equilíbrio desses dois pontos em nossa personalidade. Exemplificando: procuro um trabalho só pela expectativa de renda, não importando se gosto de fazer isso ou não. Vou deixando de lado as minhas vontades e talentos em prol da razão.

Como reencontrar meu foco?
  • Identifique seus talentos – na maioria das vezes escutamos quando crianças coisas do tipo “Olha como ele faz bem isso!” – basta lembrar desse tempo para identificar seus talentos;
  • Escute mais seu coração, respeite o que gosta de fazer – mesmo que essa atividade não seja tão lucrativa no começo, com o seu aperfeiçoamento você será um profissional bem sucedido;
  • Trace metas pessoais, profissionais, familiares e espirituais, pergunte-se o que você realmente quer nesses setores de sua vida e acredite na sua capacidade de consegui-los.

Metas pessoais – o que você quer para você.
Metas profissionais – qual a atividade que fala ao seu coração e quanto quer ganhar por mês nessa atividade.
Metas familiares – o que você quer conseguir para sua família.
Metas espirituais – o que você quer fazer em prol dos outros.
Lembre-se que as metas pessoais, familiares e espirituais são conectadas às suas metas profissionais, pois não há como consegui-las sem que você esteja trabalhando e ganhando por esse trabalho. Então, o primeiro passo é colocar sua energia em suas metas profissionais.

Como saber se estou na atividade certa?
Estar na atividade certa é fazer algo porque gosta e não porque precisa. Como você acorda pela manhã, com a sensação de que vai se divertir ou com a sensação que tem uma obrigação a cumprir? Faça a seguinte pergunta – Se eu tivesse na minha conta bancária 1 milhão de reais, mesmo assim continuaria nessa atividade? Se a resposta for sim, parabéns você está fazendo o que ama e com isso a sua probabilidade de ser bem sucedido é muito maior.Se não estiver na atividade certa é hora de procurá-la.

A perda do foco pode estar relacionada a outros problemas?
Há problemas psíquicos que podem contribuir com a perda de foco.O Transtorno de Déficit de Atenção é normalmente causado pela Síndrome do Pensamento Acelerado (é um exagero de pensamentos ocorrendo ao mesmo tempo causando um congestionamento mental) que é causada pela Ansiedade desmedida. Infelizmente a ansiedade é um problema muito comum nos dias de hoje com tendência a piorar. Esses problemas, se existirem, devem ser tratados.

Problemas gerados pela falta de foco:
  • Diminuição da criatividade, falta de comprometimento com o trabalho em si;
  • Mudança constante de atividade – não permanece no emprego o tempo suficiente para se aperfeiçoar e se sobressair;
  • Insatisfação constante;
  • Diminuição da renda;
  • Ansiedade, sua cabeça está no futuro a maior parte do tempo.

O que fazer com a minha ansiedade?

A ansiedade pode ser gerada por diversos fatores, se no seu caso for pela falta de foco o caminho é primeiramente encontrar o que você quer naqueles setores de sua vida – pessoal, profissional, familiar e espiritual. E a partir daí traçar as suas ações para conseguir. Dessa forma seu pensamento estará no presente, em suas ações, e não no futuro.Quando souber o caminho que irá seguir a ansiedade não terá mais força sobre você.


Por que é tão fácil perder o foco?

É fácil perder o foco em todos os setores da vida, pois não temos o hábito nem a cultura de pensar no que queremos para nós, é muito mais fácil e natural saber o que não queremos. E essa forma de agir e pensar só nos prejudica, dificultando a manutenção do foco.


Dicas

  • Crie o hábito de escrever suas metas e se possível cole-as na parede de seu quarto;
  • Se sua meta for suficientemente importante para você enquanto você não alcançá-la seu foco estará nela;
  • Após ter alcançado essa meta, comece a lutar por outra;
  • Busque o equilíbrio entre razão e emoção, escute sua cabeça, mas não deixe de escutar da mesma forma seu coração;
  • Se seu problema for ansiedade demasiada procure ajuda o quanto antes;
  • Todo o dia ao deitar imagine-se alcançando suas metas e o quanto elas te farão bem.
Fonte: Você com mais tempo.

terça-feira, 10 de junho de 2008

O que é uma Missão Pessoal?

Nos últimos anos, com o crescimento do “coaching” pessoal e nas empresas, o conceito de missão pessoal começou a se popularizar com maior intensidade. Para alguns pode parecer um conceito teórico demais, mas na administração do seu tempo pessoal ele pode ser de grande ajuda.
A missão pessoal ajuda você a entender claramente o que é realmente importante na sua vida, ajuda a fazer as escolhas corretas, a definir seus objetivos de vida e principalmente a colocar seu tempo para ser utilizado com mais sabedoria.
Abaixo segue um texto, da psicóloga e coach Marcelli Vechi, que pode ajudar você a refletir sobre esse tema de missão pessoal e começar a pensar em escrever a sua missõa pessoal.

Missão de vida
Esse é um assunto que intriga, pois no fundo acreditamos que estamos no mundo para uma finalidade, mas não sabemos ao certo qual é. A nossa missão geralmente está relacionada aos nossos talentos e habilidades, muitas vezes ignorados por nós, pelo simples fato de não pensarmos sobre isso. A nossa missão de vida é algo que nos propomos a fazer mesmo sem levar nenhum benefício com isso, seja financeiro, seja de reconhecimento, ou qualquer outro tipo de benefício. É algo que fazemos só pelo coração, pela vontade de fazer e de realizar algo mais, somos impelidos por uma força interior.
Encontre seu “fogo sagrado”
Essa força interior ou automotivação é conhecida pelos americanos como “fogo sagrado”. Esse “fogo sagrado” é um sentimento que nos faz seguir adiante independente dos obstáculos que possam ocorrer em nossa jornada, é algo que nos faz passar a madrugada em cima de um projeto, porque acreditamos nele, é algo que nos faz trabalhar de graça, pelo simples prazer de fazê-lo.

Como identificar nossa missão de vida?
· Quando fazemos algo pela simples realização pessoal, sentindo que está contribuindo com algo maior;
· Quando realizamos um trabalho e nossa atenção está mais nos resultados, do que no ganho financeiro;
· Avalie se mesmo tendo parado em sua conta corrente 10 milhões de reais ou alguma outra quantia significativa, você mesmo assim estaria trabalhando no seu projeto;
· Seu coração palpita mais forte quando está realizando seu trabalho, independente da aprovação dos outros ou de quaisquer ganhos pessoais?;
· Você se sente responsável por “fazer a diferença”, em sua atividade?
. Se isso acontece com você, parabéns, pois já encontrou sua missão de vida; se não, continue procurando, pois vale a pena !

Quando é simplesmente um trabalho
· Você acorda todo o dia para trabalhar por necessidade, e não por vontade;
· O trabalho é visto como algo que dará seu sustento, não há nenhuma outra motivação;
· Você só se dedica se houver o retorno financeiro ou o reconhecimento dos outros;
· Você não sente o “fogo sagrado” te impelindo a agir, sua energia é fraca.

Quando é missão de vida
· O assunto não sai de sua cabeça, parece que há uma corneta por dentro te avisando que precisa fazer algo;
· Você acorda com vontade de produzir e de avançar, só por causa de sua satisfação pessoal; · Você se sente impelido a agir pelo “fogo sagrado”, sua motivação é inesgotável, pois quer muito fazer aquilo;
· Você sabe esperar a chegada do momento certo, e não desiste;
· Você sabe que quando aparecem muitos empecilhos é porque não chegou à hora certa de concretizar sua missão, e acredita que a hora chegará.
Fonte: Você com mais tempo.

Reação química explica por que fome afeta tomada de decisão

A alimentação e o estresse podem causar variação nos níveis de serotonina do cérebro e afetar no processo de tomada de decisões, segundo um estudo da Universidade de Cambridge.

Embora a serotonina, uma substância química que serve de neurotransmissor entre as células nervosas, sempre tenha estado associada ao comportamento social, até agora não havia ficado claro sua relação com os comportamentos impulsivos.

Este é um dos primeiros estudos que mostram uma relação causal entre ambos. Segundo a pesquisa, algumas pessoas podem chegar a ser agressivas quando não comem, já que o aminoácido necessário ao corpo para criar a serotonina só pode ser obtido através da comida. Assim, os níveis de serotonina naturais de um indivíduo diminuem quando ele não come --um efeito que os pesquisadores estudaram.

Os pesquisadores conseguiram reduzir os níveis de serotonina em voluntários saudáveis por um período curto de tempo manipulando sua dieta e fizeram um teste chamado Ultimatum Game (jogo do ultimato) para ver como reagiam perante uma tomada de decisão com baixos níveis de serotonina.
Nessa prova, um jogador propõe uma forma de dividir uma grande soma de dinheiro a outro. Se o desafiado aceitar, ambos recebem o mesmo valor, mas, se rejeitar, nenhum dos dois recebe nada.

Normalmente, segundo o estudo, entre 20% e 30% das pessoas rejeitam a oferta, mas, após uma redução de serotonina, esse percentual aumenta para 80%.

"Nossos resultados indicam que a serotonina tem um papel fundamental nas decisões", diz Molly Crockett, membro do Behavioural and Clinical Neuroscience Institute, da Universidade de Cambridge.
Fonte: Folha OnLine

Você lidera com tempo?

A preocupação no desenvolvimento de líderes tomou conta das prioridades corporativas nos últimos anos. Diversos treinamentos, abordagens, literaturas e gurus foram lançados ao redor do tema da liderança. Eu concordo que o investimento é válido, pois o líder realmente pode fazer a diferença no resultado de uma equipe.

O problema é que a liderança tem deixado a desejar na questão da produtividade e da qualidade de vida, já que líderes sem tempo, estressados, sempre correndo e com foco na urgência estão se proliferando em um ritmo acelerado no ambiente corporativo. A verdade é que lideres sem tempo para si próprios e estressados estão gerando equipes urgentes, que vivem correndo e que têm membros estressados como conseqüência. Nos dias de hoje, não basta apenas ser apenas líder, é preciso ser um líder com tempo para si mesmo e para liderar.

Se você é um líder, veja alguns fatores que fazem você ter tempo para você e para liderar seu time. Se você não for um líder, envie este artigo para sua liderança iniciar esse desafio:

Comece a mudança em você - Em primeiro lugar o líder precisa conquistar um maior equilíbrio entre sua vida pessoal e profissional, realizar um melhor planejamento de suas demandas diárias e ter foco nas prioridades realmente importantes. Isso significa que o líder precisa aprender uma metodologia de administração de tempo para que consiga maximizar suas horas disponíveis e que se torne um exemplo de mudança que queira ser seguido pela equipe.
Lidere pelo Exemplo – Você fica horas navegando na Internet? Adora contar piada nos momentos de concentração do grupo? Vive atrasado com suas prioridades? Trabalha demais depois do horário? Envia e-mails desnecessários ou correntes? Você é o líder ou o ladrão de tempo da equipe? Se você não for um exemplo, acha que sua equipe terá uma inspiração divina para mudar os hábitos improdutivos?
Defina prioridades – Pode parecer óbvio, mas na prática, a liderança faz a equipe focar em múltiplas prioridades e acaba ficando sem tempo para atender a tantas demandas simultaneamente. O que é realmente prioritário para seu time nesta semana? Qual o impacto destas atividades com as metas corporativas?
Senso de Importância – Muitos líderes divulgam aos quatros cantos sobre a necessidade da equipe ter “senso de urgência”, mas eu defendo que a equipe precisa fazer com que as coisas urgentes sejam raras exceções e focar em atividades importantes, que tragam resultados, que previnam as urgências e faça o time evoluir ao invés de simplesmente agir.
Colaboração é a estratégia da liderança – Se você quer gerar resultados no mundo conectado em que vivemos, é preciso que você aprenda a colaborar. Use um software online, como o Neotriad, que permita que sua equipe visualize o que deve ser feito, os indicadores de performance, de metas e principalmente que permita se planejar em grupo.
Fonte: Tríade do Tempo

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Anatomia da raiva!




Digamos que alguém lhe dá uma fechada perigosa na estrada. Se seu pensamento reflexo é “Que filho da P...”, ele irá influenciar bastante na trajetória da raiva, se for acompanhado de outros de indignação e vingança: “Podia ter causado uma batida! Sacana! --- Mas isso não vai ficar assim!”. Os nós dos dedos ficam brancos de tanto você apertar o volante, um substituto do pescoço de quem lhe fechou. O corpo imobiliza-se para lutar, não para fugir --- você fica trêmulo, gotas de suor correm pela testa, o coração dispara, os músculos faciais travam-se e você fica com uma cara muito feia. Você quer matar o cara. Então, se o carro que está atrás buzina porque você reduziu a velocidade após a quase batida, você pode explodir de raiva contra o motorista também. É assim que se formam a hipertensão, a direção perigosa e até os tiroteios nas ruas.
Compare essa seqüência de acumulação de raiva com uma outra linha mais caridosa de pensamento em relação ao motorista que o fechou: “Talvez não tenha me visto, talvez tenha um bom motivo para agir desta maneira tão descuidada, talvez seja uma emergência médica.”. Essa linha de possibilidades tempera a raiva com piedade, ou pelo menos com uma mente aberta, impedindo que a emoção cresça.
A cadeia de pensamentos furiosos que alimentam a raiva é também, potencialmente, a chave para uma das mais poderosas maneiras de desarmá-la: de cara, minar as convicções que a abastecem. Quanto mais ruminamos sobre o que nos deixou com raiva, mais “bons motivos” e justificativas podemos inventar para ficarmos com raiva. A ruminação alimenta as chamas da raiva. Ver as coisas de forma diferente extingue essas chamas.
Dar vazão à raiva é uma das piores maneiras de esfriar: as explosões de raiva geralmente inflam o estímulo do cérebro, deixando as pessoas com mais raiva ainda. Quando as pessoas falam das vezes em que haviam descontado sua raiva na pessoa que a provocara, o verdadeiro efeito era mais um prolongamento do estado de espírito que o seu fim. Muito mais efetivo é quando as pessoas primeiro esfriam e, depois, de uma maneira mais construtiva ou assertiva, enfrentam a outra pessoa para acertar a desavença.

Como disse um mestre indiano:

--- Não a elimine. Mas não aja com base nela.

Fonte: Trechos do livro “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Você tem que achar o que você ama - Steve Jobs (co-fundador da Apple, NeXT e do estúdio Pixar) em Stanford

Manifesto do Slow Food


O nosso século, que se iniciou e se tem desenvolvido sob a isígnia da civilização industrial, inventou primeiro a máquina depois fez dela o seu modelo de vida.
Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: Fast Life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer Fast Foods.
Para ser digno desse nome, o Homo Sapiens devia libertar-se da velocidade antes que ela o reduza a uma espécie em vias de extinção.
Um firme empenho na defesa da tranquilidade é a única forma de opor a loucura universal da Fast Life.
Que nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos preserve do contágio da multidão que confunde frenesim com eficiência.

“Provavelmente, somos demasiado poucos a achar que o partir do pão, o partilhar do sal, o molhar do pão na mesma travessa, significa mais do que o satisfazer de uma necessidade.”

Yuan Mei,
poeta Chinês
O Slow Food é a intersecção da ética com o prazer, da ecologia com a gastronomia. Uma posição contra a homogeneização do gosto, do poder desenfreado das multinacionais, da agricultura industrial e do frenesim da vida apressada. O Slow Food restitui dignidade cultural à gastronomia e aos ritmos lentos do convívio à mesa.

Veja mais sobre o assunto no site http://www.slowfood.com/